Hoje, um pronfundo poema de profundidade: melancólico e verdadeiro.
As asas do livro abrem e fecham
Igual as asas de borboleta
Mas não são asas, é a capa
Ele foi caindo foi caindo
O anjo esquecido, o anjo derradeiro
Atravessou o céu, o peito e o coração de quem cuidasse
E foi varar o telhado
Estatelando no chão da cozinha da dona Maria.
Era um anjim pixaim
Que não conseguia se encontrar
Vivia com insetos nos dentes
Porque voava sorrindo.
F
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